Estados Unidos estudam reclassificação de peptídeos

Uma atualização regulatória anunciada em fevereiro de 2026 pode influenciar o avanço das terapias baseadas em peptídeos nos Estados Unidos. O Secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., informou que o U.S. Food and Drug Administration estuda transferir 14 peptídeos atualmente classificados na Categoria 2 para a Categoria 1 dentro de seu sistema regulatório.

Se confirmada, a mudança permitirá que essas substâncias sejam prescritas por médicos habilitados e preparadas por farmácias de manipulação sob diretrizes regulatórias específicas. Até então, a classificação anterior limitava a produção e o acesso a esses compostos.

Quais peptídeos estão na lista?

Entre os peptídeos mencionados estão BPC-157, Epitalon, CJC-1295, GHRP-2, GHK-Cu, GHRP-6, Ipamorelin, Kisspeptin-10, Melanotan II, PEG-MGF, MOTS-C, Thymosin beta-4 e Selank acetate. Diversos desses compostos vêm sendo investigados por seu potencial em processos como regeneração de tecidos, recuperação celular e regulação metabólica.

Combate ao mercado paralelo

A iniciativa também busca diminuir o chamado “mercado paralelo”, no qual essas substâncias são frequentemente comercializadas de forma irregular pela internet. Ao permitir sua manipulação dentro de um ambiente regulado, a proposta pretende aumentar o controle sobre qualidade, pureza e dosagem.

E o Brasil?

Enquanto o debate avança nos Estados Unidos, o cenário brasileiro permanece diferente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária mantém normas rigorosas, e muitos desses peptídeos ainda não possuem autorização para uso humano no país.

O movimento ocorre em meio a uma fase de transformação da medicina moderna, em que novas abordagens terapêuticas começam a migrar da pesquisa científica para o centro das discussões regulatórias e clínicas.